Fio dentário – Sim ou Não?

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Qual é a dúvida?

Recentemente, vários meios de comunicação social emitiram notícias (algumas bastante sensacionalistas!), no sentido da pouca utilidade ou eficácia do fio dentário na higiene oral.

Notícias de Agosto de 2016
Notícias de Agosto de 2016

Estas notícias foram motivadas por um artigo da Associated Press de 2 de Agosto de 2016. A AP é uma agência de notícias global e muito utilizada pelos vários meios de comunicação.

Esse artigo refere que há pouca evidência científica que suporte a eficácia do uso do fio dentário para a remoção da placa bacteriana.  Por causa disso, quando o repórter pediu às várias agências governamentais de saúde dos E.U.A. que fundamentassem cientificamente a recomendação do uso do fio dentário, estas imediatamente retiraram essa recomendação, num claro excesso de zelo para evitar acções legais.

Então o fio dentário não é eficaz?

A evidência científica quanto à sua eficácia na remoção da placa bacteriana é, efectivamente, baixa. Contudo, isso não é o mesmo que dizer que não é eficaz – simplesmente não há “prova científica”.

Na verdade, sabemos que a escova não limpa bem os espaços entre os dentes, e que necessitamos de um método auxiliar para limpar esses espaços.

Existe outro método?

A EFPEuropean Federation of Periodontology (uma sociedade científica importante nesta matéria) já tinha emitido, em Novembro de 2014 – após uma reunião de 90 especialistas de todo o mundo, uma declaração no sentido de se privilegiar o uso de outro método para a limpeza destes espaços entre os dentes – os escovilhões inter-dentários.

Fio dentário vs. escovilhões
Fio dentário vs. escovilhões

Existe evidência científica que comprova a superior eficácia dos escovilhões inter-dentários em relação ao fio dentário e, por isso, sempre que existirem espaços suficientemente grandes, devemos usar o escovilhão.

Então devemos usar o fio ou não?

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declarações da EFP

Acontece que na maior parte da população jovem e em muitos adultos, os espaços entre os dentes são muito pequenos ou quase inexistentes. Nesses espaços, mesmo os escovilhões mais finos não passam. Por isso, onde o escovilhão não se consegue usar, o uso do fio dentário é absolutamente essencial. De outra forma, ficamos com faces dentárias preenchidas com placa bacteriana, que vai provocar cáries, gengivites ou doença periodontal, mais tarde ou mais cedo.

 

(em breve: parte 2 – como usar o fio dentário e os escovilhões)

Cárie Dentária – o que é e como se desenvolve?

Introdução

 

A cárie dentária é uma doença provocada por bactérias que existem no meio oral.

Quando, por algum motivo, existe um desequilíbrio na flora oral que favorece o desenvolvimento e reprodução das bactérias cariogénicas, temos alta probabilidade de começar a sofrer de cárie dentária.

As causas desse desequilíbrio podem ser diversas, desde alterações na alimentação, na saliva, má higiene oral, contágio a partir de outra pessoa, problemas de saúde, etc.

Existem fundamentalmente 3 condições para o desenvolvimento da cárie dentária: a presença de bactérias cariogénicas, a presença de nutrientes para o desenvolvimento destas, e a susceptibilidade do indivíduo. Quando estas três condições se juntam, é altamente provável que exista a doença.

(MAIS INFORMAÇÃO NA PÁGINA “CÁRIE DENTÁRIA”)

Os factores de risco favorecem o estabelecimento dessas condições e os principais são, entre outros:

  • Má higiene oral
  • Dieta rica em açúcar
  • Alimentos ou bebidas ácidas
  • Bebidas refrigerantes
  • Tabaco

 Medidas e tratamentos de prevenção da cárie dentária na Clínica do Mar

 

  • Instruções e motivação para a higiene oral (método de escovagem, fio dentário, pasta fluoretada, colutório)
  • Instruções e motivação para dietas saudáveis, com menos açúcar, principalmente em idades jovens (alimentos e bebidas refrigerantes),
  • Consultas de rotina/manutenção com intervalos regulares (6 meses ou 1 ano, dependendo da susceptibilidade do paciente) e radiografias interproximais (bite-wing) anuais, 
  • Aplicação de selantes de fissuras em molares e pré-molares.
  • Aplicação tópica de flúor quando indicada.

(MAIS INFORMAÇÃO NA PÁGINA “CÁRIE DENTÁRIA”)

Desenvolvimento da doença periodontal

Aparecimento e evolução da doença periodontal

A doença periodontal é provocada por certas bactérias que existem no meio oral. É uma doença infecciosa, contagiosa, e cuja evolução leva à perda dos dentes.

Os restos de alimentos que não são eficazmente removidos através da escovagem e uso de fio dentário têm grande concentração de bactérias que formam a placa bacteriana. A placa bacteriana ou biofilme tende a calcificar-se ao fim de alguns dias, formando o cálculo ou tártaro, que passa a ser muito difícil de remover com os métodos de higiene que usamos em casa.

A presença contínua destas colónias de bactérias junto à gengiva, principalmente nos espaços entre os dentes e “por baixo” da gengiva, provoca uma resposta de defesa do organismo, que se manifesta através de inflamação. Nesta fase, a gengiva pode apresentar uma cor avermelhada com um aspecto inchado e pode sangrar facilmente quando se toca com a escova. É a chamada gengivite – a fase mais ligeira da doença periodontal.

1 - tecidos saudáveis 2 - Gengivite 3 - Periodontite moderada 4 - Periodontite avançada
1 – tecidos saudáveis
2 – Gengivite
3 – Periodontite moderada
4 – Periodontite avançada

Quando a gengivite não é tratada, ao fim de algum tempo, esta resposta inflamatória contra a “invasão” das bactérias leva à destruição progressiva dos tecidos de suporte dos dentes – ligamento periodontal, osso e gengiva. Quando existe essa destruição dos tecidos estamos perante uma periodontite, que pode ter graus de severidade diferentes, mas implica já uma perda irreversível de estruturas naturais importantes para a saúde dentária.

Marque já sua consulta com um especialista.

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Excelência em Reabilitação Oral